Arquivo mensal: janeiro 2013

A importância dos dentes de leite 



primeiros dentes

Um questionamento frequente entre os pais é :

– Precisa mesmo de tanto cuidado com os dentes das crianças?

– Não posso deixar dormir sem escovar os dentes nem um diazinho sequer?

– Fio dental, pra que tanta frescura se estes dentes vão cair mesmo?

De fato estes dentinhos vão cair e novos dentes erupcionar. Mas imagine se uma criança tiver uma cárie aos 2 anos de idade e esperar até aos 7 para ter um dente sadio novamente.

E se for algum problema nos dentinhos de trás? Eles só irão trocar aos 10 ou 11 anos! Além do mais, um dente de leite comprometido seriamente por um processo de cárie poderá levar a uma infecção, acarretando em problemas na formação do dente permanente.

Então cuidar dos dentes de leite não é apenas “frescura”.

Os pais precisam entender que:

– Os dentes de leite são inervados (ou seja, podem doer);

 

– Apresentam raiz, como os dentes permanentes!

– Se houver cáries nestes dentes, seu filho sentirá dores, como se fosse num dente permanente.

Este já são bons motivos para cuidar dos primeiros dentinhos, não é?

Saiba mais sobre as estruturas do dente decíduo (ou de dente de leite):

O dente de leite é formado por uma porção coronária (parte branca que enxergamos no sorriso e chamamos de coroa) e uma porção radicular ( que fica abaixo da gengiva, ou seja, a raiz do dente). Profundamente e em íntimo contato com esta porção radicular está o dente permanente, que iniciou sua formação ainda na gestação. Ao longo da infância, este vai se desenvolvendo. Confira na figura abaixo:

dentes-de-leite anatomia

A presença dos dentes de leite é muito importante para preparar o caminho para a erupção dos dentes permanentes, ele serve de guia. E desta forma, mantém em equilíbrio harmônico o crescimento das estruturas da face (dentes, ossos e músculos).

Outra função importante dos dentinhos de leite é durante a fonação, a presença dos dentes e o posicionamento deles são determinantes para a fala.

A mastigação e deglutição adequadas dos alimentos e, portanto, a digestão durante a infância também dependem de dentes decíduos saudáveis. Além disso, devemos levar em consideração a estética, quando nos deparamos com crianças esteticamente comprometidas em seu sorriso, percebemos que ocorrem nelas uma dificuldade de comunicação e integração social. Sim, estética também é importante para as crianças…

Anúncios

Meu filho chora para escovar os dentes!!!

choro

Nas crianças entre nove meses e três anos, quando o assunto é escovação dos dentes, escuto diariamente dos pais:

– Escovar os dentes lá em casa é uma luta!

– Ele não me ajuda, dá birra toda noite para escovar os dentes!

– Impossível passar o fio dental, meu filho não deixa!

– Ninguém pode ajudar. Ele só quer fazer sozinho…

Papai e mamãe, se isso ocorre nas suas casas, saibam que vocês não estão sozinhos. Se vocês digitarem no Google “choro durante escovação”, conhecerão milhares de relatos de pais que passam por isso em casa. E este é um relato quase unânime de mães  de crianças entre nove meses e três anos, que chegam no consultório. E todos me perguntam se isso é normal. “- Será que esta doendo?” “- Tenho medo de que ele fique traumatizado e acabo nao inssitindo muito pra escovar!”

Nesta fase da vida da criança, este tipo de comportamento é normal sim!

Isto ocorre porque na fase oral de desenvolvimento da criança, a manipulação da boca é identificada como sendo uma atitude de invasão desagradável. Desta forma o bebê cria uma imagem negativa da higiene oral. Mas isso pode mudar e se transformar em um momento de carinho e alegria sem traumas.

Algumas dicas podem ajudá-los:

  • Trate o momento da higiene oral com paciência e diversão: de forma lúdica, deixe a criaça fazer em você e depois faça nela. Se tiver irmão, use e abuse da imitação. Utilize instrumentos coloridos, musiquinhas, invente historinhas, cultive a alegria e o carinho.
  • Comece a manipular a boquinha do bebê antes do nascimento do primeiro dentinho. Desta forma, ele vai se acostumando com a manipulação da cavidade oral desde cedo.
  • Escove os seus dentes e use o fio dental na presença da criança, pois o exemplo é a melhor forma de ensino.
  • Creme dental é dispensável. A limpeza mais eficaz é física, ou seja, através do contato da escova e fio dental com os dentes. O creme dental é um acessório a ser usado somente para motivação. Deve ter sabor agradável e ser usado em pequenas quantidades. Até os três anos, deve-se usar creme dental sem flúor apenas.
  • Use escova macia, adequada à idade, com cuidado para não machucar lábios e mucosa (por isso, preferir as de cabeça emborrachada). E deixe ela brincar um pouco com a escova sozinha.
  • Se houver muita resistência da criança, aproveite o horário do banho para realizar a higiene oral. Geralmente é um momento que os bebês estao mais relaxados brincando com a água e assim já vão entendendo que é a hora de limpar todas as partes do corpo.
  • Não desista!!! Esta é uma fase que vai passar. Render-se ao choro pode piorar as coisas. Lembre-se que escovar os dentes não dói e que é um bem que você está fazendo ao seu filho. Ele ainda não entende a importância desta rotina. Imagine se ele tiver uma cárie porque você não escovou? Não seria muito pior vê-lo chorando por dor em um dentinho?!

Pensem nisso: é só uma escovação de dentes e é uma tarefa que nesta fase é responsabilidade dos pais. E apesar de muitos pais acharem que não, tem um montão de criança por aí que adora escovar os dentes e ir ao dentista. Seu filho pode ser um deles! Paciência e persistência – e contem sempre com a ajuda do odontopediatra para esta transformação no comportamento.

Visite o link : como limpar os primeiros dentinhos , odontologia para bebês e dicas e dúvidas sobre a primeira consulta.

Como limpar os primeiros dentinhos

bebe escovando

Quando devo começar a limpar os dentes do meu filho?

A escovação dos primeiros dentes deverá ser iniciada assim que estes erupcionem (ou seja, tão logo nasçam). Deve-se usar escova infantil de cerdas macias e arredondadas, cabeça pequena e de preferência emborrachada. Se o bebê tiver só dois dentinhos na frente, pode-se usar somente uma gaze e friccionar nos dentes.

 Posso dar a escova para que ele mesmo escove?

A brincadeira é essencial para estimular a escovação nesta fase. Então, pode entregar a escova para criança: deixá-la manipular, morder e brincar um pouco com o objeto, que é novo pra ela. Mas não se deve esquecer que os pais e cuidadores são os resposáveis pela higienização, uma vez que a criança ainda não tem a coordenação motora suficientemente adequada para realizar esta tarefa e nem entende ainda a importância deste procedimento.

Como devo escovar?

Deve-se seguir uma ordem para que todos os dentes sejam devidamente escovados bem como a língua da criança.

Podem-se fazer movimentos circulares e de vai-e-vem sobre todos os dentes. O creme dental nesta fase não é essencial. Caso opte-se por utilizar cremes dentais, deve-se optar por aqueles sem fluor. Nesta fase, a criança ainda não sabe cuspir, e pode acabar engolindo a pasta, mesmo por ter um gostinho agradável. A deglutiçãoo do flúor nesta idade pode trazer malefícios para a dentição permanente, como a fluorose.

E bebê precisa usar fio dental?

Claro! Se já existe um dente ao lado do outro, é necessário usar o fio dental para limpar as superfícies onde a escova não alcança.

Com que frequência devo escovar?

Nesta fase as crianças se alimentam mais vezes durante o dia. Então, o ideal é que a escovação seja mais frequente que três vezes ao dia. Especialmente após o consumo de alimentos como biscoito, suco com açúcar e alimentos pegajosos. A escovação noturna é de extrema importância pois, quando dormimos, o fluxo salivar diminui e a proteção salivar quase não existe . Então, mesmo que o bebê esteja amamentando, não se deve permitir que ele adormeça com resto de leite  na boca (seja leite materno ou complemento), pois favorece a proliferação de bactérias, liberando ácidos que corroem os dentes e geram a cárie. Portanto, dormir com os dentes limpos é importantíssimo!

Estimulando a escovação desde bebê….

* Dar a escova para a criança a cada alimentação e deixar ela brincar (acabou de comer, entregue a escova na mão dela e deixe-a morder, chupar, coçar a gengiva). Isto ajuda a criança a entrar numa rotina e entender que “se comeu, escovou”.

* Como disse anteriormente, nesta fase o uso do creme dental não é tão necessário, mas um gostinho agradável acaba estimulando a criança a curtir mais do momento de escovar. Neste caso, deve usar pasta sem flúor, claro!!

Nascimento dos dentes de leite 



sorrisao

 

Por tratar-se de um processo biológico, a erupção – assim como a troca dos dentes – está sujeita a variações individuais. Geralmente, o nascimento do primeiro dentinho dá-se por volta dos seis meses de idade. Um atraso em torno de mais seis ou oito meses ainda poderá ser considerado normal.

Os pais não devem ficar aflitos caso os dentes do seu filho demorem a aparecer. A idade limite aceitável para erupção do primeiro dente de leite é de um ano e meio. Se até esta idade  ainda não tiver irrompido nenhum dentinho, é necessário consultar um odontopediatra. Ele examinará a criança e pedirá as radiografias que forem necessárias para observar possíveis alterações e concluir o diagnóstico.

Também pode haver dentes de leite que erupcionam (nascem) antes do prazo médio, ou seja, logo após o nascimento (“dente natal”). Ou mesmo por volta de dois a três meses de idade (“dente neonatal”). Se isso ocorrer, procure o odontopediatra.

Quando os dentes estão para nascer, é normal o bebê babar muito, ficar irritado, ter falta de apetite e demonstrar desconforto. Nestes casos, pode acabar levando a maõzinha à boca o tempo todo na tentativa de aliviar a coceira.

Massagear a gengiva , oferecer alimentos mais duros e dar mordedores de borracha (que podem ser previamente colocados na geladeira para minimizar o desconforto) podem ser recursos para alívio dos sintomas.

Diarreias leves e o estado febril são comuns neste período, podendo ser decorrentes de contaminação dos dedos e objetos levados à boca. Febre superior a 38 graus não costumam estar relacionadas à erupção dentária e deve ter o acompanhamento do pediatra.

Cronologia de erupção

A ordem que os dentinhos irão erupcionar é sempre uma curiosidade dos pais, então segue abaixo um desenho explicativo. Pode ocorrer uma variação da ordem em algumas crianças, o que na maioria das vezes não traz nenhuma alteração na harmonia futura da dentição, mas deve ser acompanhada pelo odontopediatra.

Obs: embora a terminologia correta seja dentadura decídua, é mais conhecida como dente de leite, por causa da cor branca, semelhante à do leite.

dentadura_deciduaReferência: esta figura foi retirada do livro “Saúde Bucal do Bebê ao Adolescente”. É um livro bem interessante de uma professora muito querida, Profa. Maria Salete Náhas. É um guia de orientação para gestante, pais, profissionais da saúde e educadores. Vale  conferir!

livro

Odontologia para bebês

bebe juntos

Hoje tive uma conversa bem legal com uma vovó de primeira viagem – o que me motivou a escrever sobre o assunto.

Nasceu sua primeira netinha e ela estava indignada porque sua filha estava levando ao dentista a  bebezinha, que nem dentes ainda tinha. Foi junto à consulta, o que acabou tornando-a até mais produtiva. Afinal, eram tantas dúvidas que elas mesmas nem imaginavam que tinham. No final da consulta, a avó que havia chegado desconfiada, comentou: ” – pena que na época que eu fui mãe, a gente não conhecia a odontopediatria.” Tive de concordar com ela….

A odontologia para bebês nao é tão nova assim, mas atualmente, através de estudos científicos, consegue comprovar sua eficácia quando o assunto é sucesso pela prevenção precoce. Está fundamentada no conceito de que a educação gera a prevenção e, desta forma, atua em 3 níveis: o educativo, junto aos pais e a criança. O preventivo, que aborda os fatores de risco e seus controles. E o terapêutico, com a realização de procedimentos curativos visando a resolução de problemas específicos e emergenciais.

Algumas questões que devem ser observadas até mesmo antes do nascimento da criança:

Pré – natal odontológico:

O pré- natal odontológico inclui: o tratamento da gestante e as orientações sobre os cuidados que a mamãe deve ter com a sua saúde oral para que seu filho também nasça com saúde.

A amamentação natural, não só por sua função afetiva e nutricional, fundamental para a saúde geral do bebê. O exercício muscular durante a sucção ao seio favorece a respiração nasal e ajuda na prevenção de problemas de posicionamento incorreto dos dentes e estruturas faciais.

A importância da amamentação para os dentes do bebê

É necessário limpar a boquinha do neném que ainda nem tem dentes?

Sim! A estimulação da higiene bucal deve ser feita antes mesmo do primeiro dentinho nascer, pois deve-se criar um ambiente sadio e ideal para a chegada destes. A limpeza pode ser realizada com uma gaze (seca ou molhada em água filtrada) envolta no indicador do adulto e passada na mucosa e gengiva da criança. Com esse treinamento o bebê vai se acostumando desde pequeno com a manipulação da sua cavidade oral, com a entrada de objetos estranhos na boca (dedeira, escova, gaze) – o que facilita o aprendizado no futuro. Portanto, essa higiene pode ser realizada somente uma vez ao dia, no intuito de remover regugitação e estagnação do leite

Curiosidade:

A boca do recém-nascido não apresenta bactérias típicas da cárie e das doenças da gengiva. Apenas com a erupção dos primeiros dentes é que estas bactérias se instalam e em 90% dos casos sao transmitidos pelos pais. Como? Beijinhos na boca, quando se assopram alimentos para esfriá-los, compartilhamento de alheres, chupar a a chupeta antes de dar para criança com a intenção de limpá-la, etc.

A primeira visita do bebê ao Odontopediatra

A primeira visita ao Odontopediatra deve ocorrer de preferência antes do nascimento dos dentes no bebê. Caso a mamãe já tenha realizado o pré-natal odontológico na gestação, no início da erupção dos primeiros dentinhos.

Nesta visita, a mãe receberá orientações sobre: dieta, higiene, aplicação de flúor, transmissibilidade da cárie, uso adequado da mamadeira e chupeta e, também, sobre a correção de maus hábitos como a sucção de dedo.

No exame clínico serão avaliados diversos aspectos como: a relação entre as arcadas superior e inferior, a inserção dos freios labiais e lingual, a postura lingual e labial, a aparência anatômica dos rebordos gengivais, assim como o posicionamento dos dentes. E serão realizados também os precedimentos preventivos pertinentes.

Link: primeira visita ao dentista, dicas e dúvidas sobre a primeira consulta

A importância do aleitamento materno para os dentes do bebê

 amamentaçao

A amamentação natural, não só por sua função afetiva e nutricional, é fundamental para a saúde geral do bebê. O exercício muscular durante a sucção do seio favorece a respiração nasal e ajuda na prevenção de problemas de posicionamento incorreto dos dentes e estruturas faciais. Pontos positivos da amamentação natural para os aspectos odontológicos:

  • Evita flacidez dos músculos faciais (pelo trabalho intensivo de retração e avanço da mandíbula, preparando a criança para uma boa função mastigatória no futuro, com os alimentos duros);
  • promove o crescimento da mandíbula, fazendo com que esta se encontre em posição ideal no momento de erupção dos dentes de leite;
  • estimula a respiração nasal, que favorece a correta filtragem, umidificação e aquecimento do ar;
  • previne a síndrome do respirador bucal, deglutição atípica, problemas oclusais e dificuldades na fala;

Obs: quando se faz o uso exclusivo de mamadeira, deixa de haver estímulo pra o crescimento ântero-posterior da mandíbula, pois para sugar o leite da mamadeira a criança não precisa realizer o exercício muscular que leva ao avanço e retrusão da mandíbula. O bebê aprende a engolir sem sincronia com a respiração, o que pode levar a uma tendência de respiração bucal.   Então, na fase do desmame, o ideal é que a criança passe do peito para o copo e colher. Como nem sempre os pais estão orientados a este respeito, acabam introduzindo mamadeiras e chupetas. Mas esta é uma outra história… para um outro post.

Pré-natal Odontológico

Hoje foi um dia inspirador no trabalho. Coincidentemente, atendi a quatro crianças que iam ganhar um irmãozinho e perguntei só por curiosidade se as mamães estavam fazendo o pré-natal odontológico.  A reação de dúvida foi a mesma: o que é isso? Pré-natal odontológico? Nunca ouvi falar!

ImagemO momento da gestação  é muito especial, onde a mulher se cerca de cuidados para se manter saudável durante os nove meses que antecedem à chegada do bebê. E por isso, a saúde bucal também merece atenção neste período.

Então vamos esclarecer algumas questões:

O que é o pré-natal odontológico?

O pré-natal odontológico inclui o tratamento da gestante e as orientações sobre os cuidados que a mamãe deve ter com a sua saúde oral para que seu filho também nasça com saúde.

Bons hábitos de higiene bucal e alimentação na gestante são essenciais.

Então, nesta consulta o dentista estabelece o diagnóstico e o plano de tratamento para mãe, realizando as instruções necessárias para uma boa saúde bucal de ambos.

E grávida pode ir ao dentista?

Não só pode, como deve realizar um check-up odontológico.

Procurar um dentista logo no início da gestação previne surpresas indesejaveis, pois faz com que a futura mamãe possa ter conhecimento de como anda sua saúde bucal e tire todas as suas dúvidas.

Se necessário algum tratamento, o dentista vai orientá-la quanto à melhor ocasião para realizá-lo. Ou seja: o que pode ou não ser feito a cada trimestre da gestação.

Além disso, na consulta, irão conversar sobre:

Hábitos alimentares e prevenção de cáries: uma vez que tais hábitos mudam muito durante o período.

Cuidados com a higienização dos dentes: a fim de evitar a inflamação das gengivas e, consequentemente, problemas para o bebê.

Saúde bucal do bebê: cuidados na higienização oral do recém-nascido, a importância do aleitamento materno para o desenvolvimento da criança, a importância dos dentes de leite, as indicações e o uso correto da chupeta e da mamadeira e muito mais.

– Mitos e verdades:

  • Nesta fase gestacional, a mulher se alimenta em intervalos mais curtos e mais vezes durante o dia. Desta forma, a escovação também deve ser mais frequente, assim como redobrada a atenção no uso do fio dental. Também é valido o cuidado na escolha de alimentos que causam menos cáries, evitando os doces.

Então, não é verdade que a gravidez  provoca cáries e faz as “obturações caírem”?

  • A alteração hormonal do período de gravidez não leva à inflamação mas agrava problemas preexistentes,  como gengivites em grávidas com uma higienização inadequada (inflamação das gengivas, que podem levar a sangramentos).

Então, não é normal a gengiva sangrar durante a gravidez? Não. Se ocorrerem sangramentos genginais, alguma inflamação deve estar presente.  Procure um dentista.

  • Grávida pode receber tratamento odontológico sim. O importante é encontrar um profissional de confiança para orientá-la sobre a real necessidade e a época ideal para a intervenção.
  • Os dentes não ficam fracos por causa da gravidez. Muitas pessoas, erroneamente , acham que a mãe perde cálcio dos seus próprios dentes para doar ao bebê em desenvolvimento. Isso é um mito e não é verdade.
  • Uma dieta balanceada, rica em fosforo, cálcio e vitaminas A, C e D, além de nutrir o bebê, assegura-lhe o desenvolvimento de uma boa estrutura dental.
  • A formação dos dentes do bebê começa ainda na gestação. Desta forma, condições desfavoráveis durante a gestação como infecções, carências nutricionais e uso de medicamentos inadequados podem acarretar problemas nos dentes em sua fase de formação embrionária e mineralização.

Então, queridas mamães, lembrem-se de que quando o bebê chegar, seu sorriso tem de estar lindo e saudável. Eis a chave para a alegria a cada dia!!

E não deixe de entrar no link odontologia para bebês e a importância do aleitamento materno para os dentes do bebê

Dicas e dúvidas sobre a primeira consulta…

pes pais

Algumas ” dicas de ouro” devem ser observadas, pois ajudam a estreitar o relacionamento entre seu filho e o dentista e a dar-lhe maior autonomia e desenvoltura, o que trará importantes reflexos no comportamento futuro diante de outras situações importantes:

1- É necessário levar meu filho ao dentista mesmo se estiver tudo bem com os dentinhos dele?

A maior aliada da odontopediatria e de uma boa experiência odontológica na infância é a prevenção. Então, uma criança que vai periodicamente ao dentista para avaliar e prevenir, além de se ambientar com o consultório, aprende a cuidar bem dos seus dentes. E se um dia precisar realizar um procedimento com maior complexidade, já estará familiarizado com os equipamentos e instrumentais, ficando mais à vontade no ambiente.

2- Estou com pressa e essa dentista não para de brincar com meu filho: será que dá pra começar esta consulta logo?

A consulta já começou e você não percebeu. A adaptação comportamental lança mão de técnicas e estratégias que variam conforme a idade do seu filho. Evidentemente, bebês e pré-adolescentes são tratados de maneira distinta. O objetivo sempre é o de abrir um canal de comunicação que leve confiança e possibilite as melhores condições possíveis para que se realize um melhor trabalho.

3- Quando eu era criança, meu dentista era o mesmo do meu pai e do meu avô. Precisa de tanta cor, bichinho de pelúcia e brinquedos pra todo lado?

Muitos pais podem não perceber, mas talvez se tivessem visto mais cor, brinquedos e bichinhos de pelúcia no consultório dos seus dentistas, talvez não morressem de medo até hoje de sentar-se numa cadeira de dentista. A adaptação do comportamento começa por um ambiente adequado para receber a criança, onde ela se sinta esperada e acolhida.

4- É a primeira consulta do nosso filho e NÓS estamos nervosos. Vamos levar a vovó, o vovô, a babá e os irmãos pra ele não chorar…

Um bom show começa com uma grande platéia. A idéia é ir ao dentista para cuidar dos dentinhos e não para virar o centro das atenções da família inteira…

É natural os pais ficarem apreensivos, mas não devem transmitir seus receios para seu filho. A experiência dele será única e diferente da dos pais. Quanto mais naturalmente tratarem do assunto, mais tranqüila a criança ficará!

E se ele chorar ? Não tem problema… Esse choro pode ser um reflexo da timidez, do receio de um ambiente novo, pode até ser por um pouquinho de medo da nova situação, ou uma maneira de se expressar… então qual o problema de chorar por estes motivos? Todas estas questões podem ser resolvidas à medida em que o odontopediatra vai adaptando a criança às novidades. Os pais – sentindo segurança – a transmitirão à criança de forma natural.

5- Evitar promessas desnecessárias.

O pai não precisa prometer que vai entrar junto com a criança, se ela tiver a iniciativa de entrar sozinha. Mas, e se a criança solicitar a presença dos pais durante a consulta? Nestes casos, nada impede que o profissional peça que os pais entrem.

Quanto mais os pais mostram insegurança na tentativa de explicar, prometendo passeios e presentes, mais a criança sentirá que deve ter algo de errado na situação.

6- Meu filho chorou durante a consulta. E agora? Ele vai ficar traumatizado?

O choro nas crianças é a forma que elas conhecem de expressar suas emoções, principalmente as crianças que ainda não sabem falar. Então, este choro pode ser ouvido de forma tranqüila e sem problema algum para os pais e o dentista, se tivermos a certeza que a criança esta sendo acolhida, com atenção e carinho. Assim, não tem problema chorar.

O choro que não pode haver é o choro de dor. Os pais, mais que ninguém, têm os ouvidos afinados para distinguir um choro do outro. Por exemplo: escovar os dentes em casa, passar flúor no dentista, são procedimentos sabidamente indolores. Assim como cortar os cabelos ou as unhas, não é mesmo? Mesmo assim, muitas crianças choram para realizá-los.

Depois dessas seis “dicas de ouro”, fica claro: papai e mamãe, vocês são os melhores parceiros que o dentista e seu filho podem ter para cuidar dos seus dentinhos. Afinal, é em casa que todo o trabalho de prevenção e adaptação do comportamento continua diariamente.