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O medo de dentista dos pais, pode passar para os filhos

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Você sabia que quando os pais tem medo de dentista, a tensão e o medo são facilmente trasmitidos para a criança?

Foi o que comprovou o estudo publicado no International Journal of Paediatric Dentistry. Ccientistas pesquisaram 183 crianças de Madri com idades variando entre 7 e 12 anos, e também seus pais.

Os cientistas concluíram que os sentimentos dos pais a respeito de ir ao dentista têm um papel fundamental para determinar se o medo de dentista da mãe será transmitido para os seus filhos. 
“As crianças parecem prestar atenção às reações emocionais dos pais ao decidir se as situações no dentista são realmente estressantes”, diz a coautora do estudo, Professora America Lara-Sacido.

Desta forma os resultados apontam a necessidade dos dentistas reduzirem o medo dos pais, fornecendo-lhes informações precisas sobre os tratamentos odontológicos, técnicas simples de relaxamento ou abordando os pensamentos negativos para evitar a transmissão dos medos para os filhos.

“No que diz respeito à assistência na clínica odontológica, o trabalho com os pais é a chave”, diz a Prof. Lara-Sacido. “Eles devem parecer relaxados como forma de garantir diretamente que o filho também esteja relaxado. Pelo contágio emocional positivo na família, a atitude correta pode ser alcançada pela criança, de forma que ir ao dentista não seja um problema”, ela diz.

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Dicas e dúvidas sobre a primeira consulta…

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Algumas ” dicas de ouro” devem ser observadas, pois ajudam a estreitar o relacionamento entre seu filho e o dentista e a dar-lhe maior autonomia e desenvoltura, o que trará importantes reflexos no comportamento futuro diante de outras situações importantes:

1- É necessário levar meu filho ao dentista mesmo se estiver tudo bem com os dentinhos dele?

A maior aliada da odontopediatria e de uma boa experiência odontológica na infância é a prevenção. Então, uma criança que vai periodicamente ao dentista para avaliar e prevenir, além de se ambientar com o consultório, aprende a cuidar bem dos seus dentes. E se um dia precisar realizar um procedimento com maior complexidade, já estará familiarizado com os equipamentos e instrumentais, ficando mais à vontade no ambiente.

2- Estou com pressa e essa dentista não para de brincar com meu filho: será que dá pra começar esta consulta logo?

A consulta já começou e você não percebeu. A adaptação comportamental lança mão de técnicas e estratégias que variam conforme a idade do seu filho. Evidentemente, bebês e pré-adolescentes são tratados de maneira distinta. O objetivo sempre é o de abrir um canal de comunicação que leve confiança e possibilite as melhores condições possíveis para que se realize um melhor trabalho.

3- Quando eu era criança, meu dentista era o mesmo do meu pai e do meu avô. Precisa de tanta cor, bichinho de pelúcia e brinquedos pra todo lado?

Muitos pais podem não perceber, mas talvez se tivessem visto mais cor, brinquedos e bichinhos de pelúcia no consultório dos seus dentistas, talvez não morressem de medo até hoje de sentar-se numa cadeira de dentista. A adaptação do comportamento começa por um ambiente adequado para receber a criança, onde ela se sinta esperada e acolhida.

4- É a primeira consulta do nosso filho e NÓS estamos nervosos. Vamos levar a vovó, o vovô, a babá e os irmãos pra ele não chorar…

Um bom show começa com uma grande platéia. A idéia é ir ao dentista para cuidar dos dentinhos e não para virar o centro das atenções da família inteira…

É natural os pais ficarem apreensivos, mas não devem transmitir seus receios para seu filho. A experiência dele será única e diferente da dos pais. Quanto mais naturalmente tratarem do assunto, mais tranqüila a criança ficará!

E se ele chorar ? Não tem problema… Esse choro pode ser um reflexo da timidez, do receio de um ambiente novo, pode até ser por um pouquinho de medo da nova situação, ou uma maneira de se expressar… então qual o problema de chorar por estes motivos? Todas estas questões podem ser resolvidas à medida em que o odontopediatra vai adaptando a criança às novidades. Os pais – sentindo segurança – a transmitirão à criança de forma natural.

5- Evitar promessas desnecessárias.

O pai não precisa prometer que vai entrar junto com a criança, se ela tiver a iniciativa de entrar sozinha. Mas, e se a criança solicitar a presença dos pais durante a consulta? Nestes casos, nada impede que o profissional peça que os pais entrem.

Quanto mais os pais mostram insegurança na tentativa de explicar, prometendo passeios e presentes, mais a criança sentirá que deve ter algo de errado na situação.

6- Meu filho chorou durante a consulta. E agora? Ele vai ficar traumatizado?

O choro nas crianças é a forma que elas conhecem de expressar suas emoções, principalmente as crianças que ainda não sabem falar. Então, este choro pode ser ouvido de forma tranqüila e sem problema algum para os pais e o dentista, se tivermos a certeza que a criança esta sendo acolhida, com atenção e carinho. Assim, não tem problema chorar.

O choro que não pode haver é o choro de dor. Os pais, mais que ninguém, têm os ouvidos afinados para distinguir um choro do outro. Por exemplo: escovar os dentes em casa, passar flúor no dentista, são procedimentos sabidamente indolores. Assim como cortar os cabelos ou as unhas, não é mesmo? Mesmo assim, muitas crianças choram para realizá-los.

Depois dessas seis “dicas de ouro”, fica claro: papai e mamãe, vocês são os melhores parceiros que o dentista e seu filho podem ter para cuidar dos seus dentinhos. Afinal, é em casa que todo o trabalho de prevenção e adaptação do comportamento continua diariamente.

Primeira visita ao dentista

ninosOdontopediatria

A visita ao dentista é uma experiência pela qual a criança vai passar algumas vezes durante sua infância e esta deve ser vivida sem traumas, de maneira positiva. Afinal, a experiência com o odontopediatra trará reflexos para a vida adulta do seu filho.

Muitos pais adiam a visitam pois acham que será algo traumático para criança, mas o ideal ė que ela seja levada tão logo nasçam os primeiros dentinhos. Daí em diante, ela vai se familiarizando com o ambiente e com o profissional, e a cada consulta estará mais à vontade.

Muitas crianças chegam ao consultório com impressões errôneas sobre o que vai acontecer no seu atendimento. Estas impressões podem se relacionar a relatos negativos que já ouviram de seus pais, familiares ou conhecidos, associando a visita ao dentista a dor. A expectativa da criança acaba girando em torno desta insegurança dos pais.

Os pais têm um papel fundamental na adaptação da criança ao atendimento odontológico, uma vez que na odontopediatria a relação paciente-dentista assume o formato de triângulo, pois na maioria das vezes, é mediada pela mãe. Principalmente no atendimento de crianças ainda incapazes de verbalizar e que mantêm estreita dependência e ligação materna.

A aproximação com o dentista muitas vezes precisa ser gradual e ponderada no desenvolvimento individual de cada paciente e suas peculiaridades.

Não se deve esperar, por exemplo, que crianças entre 9 meses e 3 anos de idade dispensem o colo da mãe para se submeter a um exame. Deve-se respeitar a necessidade que a criança tem de estar próxima dos pais, pois assim ela percebe que está sendo respeitada.

Para crianças um pouco maiores, demonstrar o que será feito de forma lúdica, deixando que toquem o instrumental que será utilizado, ajuda a construir uma relação de confiança entre elas e seu dentista. A maneira de explicar à criança em idade pré-escolar deve ser lúdica e lúcida. Não se deve subestimar a capacidade de os pequenos compreenderem o que deve ser feito para conservar os seus dentinhos.

Saber se a criança teve experiências anteriores com atendimento odontológico ou médico, características de seu temperamento, são de grande valia para determinar a abordagem mais adequada para cada paciente. Tudo isso precisa ser conversado antes.

Desta forma, a atenção ao desenvolvimento psicológico da criança amplia seu potencial cooperativo. Conhecidos os parâmetros de desenvolvimento – físico, intelectual, emocional – algumas atitudes e temperamento, possibilita ao profissional desenvolver múltiplas técnicas de orientação do comportamento para atender às necessidades de cada criança, tornando a experiência mais agradável para cada faixa etária.