Depois que os dentes de leite caem, em quanto tempo devem nascer os dentes permanentes?


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Normalmente, quando o dente de leite cai naturalmente – que chamamos de exfoliação do dente decíduo, logo o permanete aponta. Pois o que faz o dente de leite iniciar sua mobilidade, é a pressão exercida pelo seu sucessor permanente em direçao a gengiva, causando a reabsorção da raiz deste elemento. Assim, ele não demorara muito a aparecer na boca (média de um mês).
Mas, em alguns casos, pode acontecer do processo ser mais demorado. Isso acontece principalmente com os incisivos laterais superiores e devido à falta de espaço.
Quando a criança tem as arcadas atrésicas e com pouco espaço para receber o dente permanente (que é bem mais largo que o dente de decíduo), o processo eruptivo pode ser bem mais lento. Nestes casos, deve ser avaliada pelo dentista, a necessidade expansão.
Gengivas muito fibrosas também podem dificultar o processo. E por vezes é necessaria a ajuda do dentista com uma incisão no local, afim de expor a coroa do dente permanente e facilitar sua erupção – chamada ulectomia.
E se seu filho perdeu precocemente o dente (por trauma ou por carie) esse processo também muda.
O importante é o acompanhamento do odontopediatra para a avaliação de cada situação.

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Contando Histórias….

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Que tal, ao invés de deixar a criançada assistindo tv, estimular a imaginação e a fantasia dos pequenos contando histórias. Além de tranquilizar a criança, vai ser um momento inesquecível entre vocês.
A especialista Martha Teixeira elaborou 5 passos para aprimorar sua “técnica” e que vão render uma boa aventura com o seu filho. Confira e aproveite muito este momento!Certamente com disposição e entrega, dá para ir além e criar uma atmosfera mágica na sua própria casa.

1º passo Escolha uma história adequada para a idade e para a situação que a criança está vivendo. Quando mais elementos da história ela puder reconhecer, melhor será o interesse;
2º passo Antes de ler o livro ao seu filho, faça-o primeiro para você, para que as partes impactantes fiquem bem gravadas e você consiga deixá-las ainda mais emocionantes. Se vai tirar a história da cachola e não de um livro, faça o mesmo, contando para você antes de contá-la ao seu filho;
3º passo Uma narrativa leva ao mundo da imaginação e do sonho, então, nada melhor do que criar um clima antes de começar a leitura. Prepare um espaço para a história, vale um cantinho especial no quarto, a luz mais baixa, almofadas no chão…
4º passo Dar ritmo à narrativa é um dos mais importantes, afinal, história que é boa mesmo precisa ter ritmo. Se o herói está mais pensativo, fale mais pausadamente e com tom de voz mais baixo. Se ele estiver em um momento mais intenso, uma fala firme e apressada combina bem e vai prender a atenção do seu filho;
5º passo Dê um bom fechamento à história. Por isso, “amanhã eu continuo” vai deixar a criança pequena ansiosa. Leia até o fim. E lembre-se de que o seu filho precisa sonhar e, por isso, quanto mais mágico for o final, mais realizado ele ficará. E tem jeito melhor de embalar o sono?
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PROTETOR BUCAL

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Este post vai para os amantes da prática esportiva segura e sem lesões.
As crianças e adolescentes que participam de atividades esportivas, estão sucetíveis a quedas, contatos bruscos, choques com objetos. Desta forma, afim de evitar ferimentos na região bucal, indicamos os protetores bucais.

O que é um protetor bucal?


O protetor bucal é um aparelho flexível, que se encaixa nos dentes para protegê-los de impactos. Os protetores bucais geralmente cobrem os dentes superiores e são projetados para evitar a fratura de dentes, corte nos lábios ou qualquer outro dano à boca durante a pratica esportiva. Quando o paciente usa aparelho ou prótese dentária na arcada inferior, é provável que seu dentista sugira o uso de protetor bucal nos dentes inferiores também.

Que tipos de protetores bucais existem?


Protetores personalizados — São diferentes para cada usuário e feitos pelo seu dentista ou por um laboratório. Por serem feitos sob medida, são extremamente confortáveis e oferecem excelente proteção. Para fazê-lo, o dentista tirará um molde de seus dentes e construirá o protetor em cima do molde. A maioria dos atletas prefere este tipo de protetor, pelo conforto que proporcionam e por não atrapalharem a fala nem a respiração.

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Protetores moldáveis em água quente — Todos os protetores deste tipo têm a mesma forma.Para alterar a forma do protetor, coloque-o em água quente para amolecer e morda o plástico aquecido para conseguir um bom encaixe nos dentes. Este tipo de protetor pode ser adquirido em lojas de produtos esportivos , a durabilidade é um pouco menor.
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Protetores comuns —-Não são individualizados, estes protetores são prontos para o uso. Como não são feitos sob medida, muitas vezes não se ajustam bem aos dentes e chegam a dificultar a fala e a respiração.
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Obs: É importante que crianças e adolescentes troquem seus protetores com certa freqüência porque estão em fase de crescimento. Assim como os usuarios de aparelho ortodôntico, precisam refazer a moldagem quando o posicionamento dos dentes já estiver atrapalhando o encaixe do protetor.

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protetor bucal
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Para saber mais sobre o tema, o link abaixo, fala de uma empresa brasileira especializada neste tipo de protetores
http://revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2014/06/empreendedora-cria-protetor-bucal-personalizados-para-lutadores.html

A Gengivite e a Placa Bacteriana

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O que é placa bacteriana?

A Placa Bacteriana é uma película pegajosa e incolor, constituída de bactérias e restos alimentares que se forma sobre os dentes. É a principal causa de cárie e gengivite. Se não for removida diariamente, endurece e forma o tártaro.

Como posso evitar o acúmulo da placa bacteriana?


Escovar bem, no mínimo três vezes ao dia, principalmente após as refeições, para remover a placa bacteriana de todas as superfícies dos seus dentes. E neste momento a supervisão de um adulto é essencial.
Usar fio dental diariamente para remover a placa bacteriana que se instala entre os dentes e sob a gengiva, onde a escova não pode alcançar.Lembrar, que os pequenos ainda nao apresentam cordenação motora suficiente para realizar esta tarefa sozinhos.
Limitar a ingestão de alimentos com muito açúcar ou amido, especialmente aqueles que grudam nos dentes.
Visitar o dentista regularmente para fazer limpeza e exame completo dos dentes.

O que é gengivite?

A Gengivite é uma inflamação da gengiva (um estágio inicial), que pode ser facilmente tratada . A causa direta da doença é a placa bacteriana
Se a placa não for removida pela escovação e uso de fio dental diários, ela produz toxinas (ácidos) que irritam a mucosa da gengiva causando a gengivite. Neste estágio inicial da doença gengival, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos. Entretanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes.

Como saber se meu filho tem gengivite?


Os sintomas clássicos da gengivite incluem gengiva vermelha, inchada e sensível que pode sangrar durante a escovação. E neste aspecto fica um grande dilema. Muitos pais falam que não passam o fio dental no filho porque sangra. É preciso entender que está sangrando porque ali naquele local está precisando melhorar a higienizaçao. Deve ficar clara a relação de causa e efeito.Quando se cria o habito de escovar satisfatoriamente e usar o fio dental a gengiva agradece, e os episódios de sangramento não ocorrerão mais.

Restauração Atraumática

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Na intenção de esclarecer algumas dúvidas de pais no consultório, a respeito de restauração nos dentes cariados, resolvi escrever este texto . Vou falar sobre uma das técnicas restauradoras que podemos lançar mão na odontopediatria

 

 

Técnica do ART

 

O Tratamento Restaurador Atraumático chamado de ART, surgiu como alternativa para o controle da doença cárie. E um tratamento restaurador definitivo que se baseia na mínima intervenção. Pois, combina procedimentos preventivos e restauradores.

 O método preconiza que o tratamento de uma lesão cariosa cavitada (de rasa a média) seja feito da seguinte forma: remoção de tecido cariado, amolecido e infectado com auxilio de instrumentos manuais, preenchimento da cavidade com um material chamado C.I.V (que libera flúor)  e isso sob isolamento relativo do campo operatório.

Além deste protocolo, o paciente deve receber orientação completa e individualizada sobre hábitos de dieta higiene. E mesmo após a finalização do tratamento, é necessário que seja dada continuidade aos programas preventivos e de educação em saúde para que os fatores etiológicos da doença sejam controlados.

A relativa simplicidade da técnica, permite o controle da ansiedade em alguns pacientes. Uma vez que, ausência do barulho referente ao motor ( usado na restauração convencional) contribui para um atendimento com menor grau de desconforto, o que favorece a um bom comportamento do paciente durante a realização dos procedimentos clínicos.

Porém, não pode ser utilizada em todos os tipos de cárie: dentes com doença mais avançada, que atinge profundamente a dentina ou a polpa (região onde passam os nervos e vasos sangüíneos do dente) não respondem positivamente ao tratamento e devem ser tratados da maneira convencional.

Desta forma, sobre o ART, podemos concluir que estamos diante de um cenário cientifico positivo, pois os resultados dos últimos estudos sobre o tema afirmam que é possível promover a saúde bucal de maneira simples e eficaz quando bem indicado.

Lembrando que, em termos de cárie, o melhor tratamento é a prevenção: uma boa higiene bucal, com escovações freqüentes e feitas com técnica adequada, visitas regulares ao dentista e redução no consumo de açúcar, guloseimas e biscoitos garantem um sorriso saudável.

 

 

Uso da toxina botulínica em casos de bruxismo do sono em crianças

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Hoje vou compartilhar um post do blog da Dra Juliana Stuginski Barbosa : Por Dentro da Dor Orofacial O blog destinado a especialidade de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial, tem excelentes textos elucidativos sobre o tema.
A Dra Juliana entrevistou a Professora Adriana Lira Ortega, e trouxe exclarecimentos sobre o o uso indiscriminado da toxina botulínica, sem critérios, no tratamento de bruxismo do sono em crianças.
Com a palavra, Dra. Adriana:
Ultimamente tenho percebido um avanço no uso da toxina botulínica em crianças e hoje uma colega me perguntou se eu uso e resolvi escrever alguma coisa sobre o assunto, já que ela não foi a primeira a perguntar. Em crianças com distúrbios neuromotores ou neuropsicomotores eu indico sob determinadas condições.
Não aconselho esse emprego em crianças normorreativas porque ainda tenho muitas dúvidas…
1. Já é questionável dizer “tratamento” como muitos dizem: o bruxismo não seria tratado com a aplicação da toxina, uma vez que sua origem é central. Ou seja, o estímulo neurológico para que o músculo contraia continuaria existindo com ou sem a toxina. O que ocorre é a diminuição da contração muscular e, no caso, em masseter e temporal. E os pterigoideos? Não havendo aplicação em pterigoideos, a lateralidade continuaria a existir.
2. Diminuindo a eficiência muscular com a aplicação em masseter e temporal, ainda assim não seria suficiente para evitar o contato e a atrição dos dentes durante o ranger. Se houver diminuição da força muscular a ponto de não haver atrito, também haverá prejuízo na mastigação, o que não é desejável. E se não impede o contato, a placa tem que ser usada pq é o que evita o desgaste da estrutura dental. Ou seja, a toxina não dispensaria o uso da placa.
3. A ação da toxina não é reversível para o neurônio lesado (lembrando que os procedimentos reversíveis são os mais indicados para os pacientes). A contração muscular que volta acontecer é resultado da neuroplasticidade: depois que a liberação da acetilcolina pelo neurônio é bloqueado pela toxina, uma nova junção neuromuscular é formada para suprir a ausência da primeira. Em modelo animal, essa regeneração neuronal é lenta e os autores questionam se não há um limite para essa plasticidade (ROGOZHIN et al., 2008). Levantar essa questão é necessária uma vez que é percebido nos resultados clínicos a longo prazo: aumento do espaço de tempo entre as aplicações.
4. Me preocupa um pouco os resultados a longo prazo. Se o bruxismo é de origem central então seria necessário reaplicações da toxina, uma vez que o paciente não pararia de ranger. A toxina já promove atrofia neurogênica de fibras musculares em uma única aplicação (SCHRODER et al., 2009) e estudo longitudinal com crianças com paralisia cerebral afirma que repetidas aplicações da toxina apresentam resultados funcionais, com diminuição do tônus muscular (TEDROFF et al., 2009). Isso é desejável em crianças com paralisia cerebral porque elas têm o tônus aumentado. Em crianças normorreativas não consigo perceber nenhum benefício nessa diminuição permanente de tônus.
5. Pensando no condicionamento psicológico das crianças para o atendimento odontológico (e isso é muito importante!), como é a aceitação delas em relação ao procedimento?
Alinhada com a conduta da Odontologia baseada em Evidências Científicas e com os conceitos da mínima intervenção não vejo, por hora, motivos plausíveis para indicar injeções de toxina botulínica para crianças com bruxismo do sono.
No entanto, reforço minha postura de flexibilidade para mudar de opinião assim que tiver conhecimento de outros resultados, inferências e conjecturas que, de forma contundente, contradigam meu raciocínio atual.
Referências
Rogozhin AA, Pang KK, Bukharaeva E, Young C, Slater CR. Recovery of mouse neuromuscular junctions from single and repeated injections of botulinum neurotoxin A. J Physiol. 2008;586(13):3163-82.
Schroeder AS, , Ertl-Wagner B, Britsch S et al. Muscle biopsy substantiates long-term MRI alterations one year after a single dose of botulinum toxin injected into the lateral gastrocnemius muscle of healthy volunteers. Mov Disord. 2009;24(10):1494-503.

Tedroff K, Granath F, Forssberg H, Haglund-Akerlind Y. Long-term effects of botulinum toxin A in children with cerebral palsy. Dev Med Child Neurol. 2009;51(2):120-7.

Para quem quiser saber mais sobre bruxismo e DTM segue o blog da Dra Juliana e o post que fiz a um tempo sobre o bruxismo.
Obrigada Dra Juliana e Dr Adriana pela valioso discorer do tema.

Toxina Botulínica e a Odontologia

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A toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum Há sete formas distintas de neurotoxina. “Botox” (Allergan, Inc, USA) é o nome comercial da toxina botulílinca do tipo A primeiramente aprovada para uso cosmético e terapêutico, sendo o mais amplamente divulgado muitas vezes é aplicado como sinônimo do procedimento.

A toxina botulínica é uma protease que causa denervação química temporária de músculos esqueléticos por bloqueio da liberação mediada por Ca+2 de acetilcolina das terminações nervosas de neurônios motores, produzindo um enfraquecimento dose-dependente, temporário da atividade muscular tornando os músculos não funcionais sem que haja efeitos sistêmicos.
Entretanto acredita-se que o músculo inicia a formação de novos receptores de acetilcolina. À medida que o axônio terminal começa a formar novos contatos sinápticos, há um reestabelecimento da transmissão neuromuscular e retorno gradual à função muscular completa, geralmente com efeitos colaterais mínimos.

Para entender o que acontece, é preciso lembrar que, entre o músculo e os nervos, há uma placa responsável pela transmissão do estímulo nervoso que produz a contração muscular. A toxina botulínica age nessa placa, dificultando a transmissão do estímulo e levando ao relaxamento da musculatura. É dessa propriedade fisiológica que advém sua utilidade terapêutica. Nos últimos vinte anos, foram apresentados vários trabalhos mostrando que, numa concentração bem baixa, ela pode ser usada para relaxar músculos contraídos, sintoma de patologias como as lesões cerebrais.

Injeções de toxina botulínica são efetivas para diversas desordens clínicas que envolvam atividade muscular involuntária ou aumento do tônus muscular. Estudos recentes sugerem ainda que a toxina botulínica também desempenha um papel no alívio de dor pela inibição da liberação de neuropeptídeos associados ao mecanismo de sensação dolorosa. Além disso, quando aplicada em tecidos glandulares, atua no bloqueio da liberação de secreções. Nesse sentido a BTX apresenta um potencial de emprego na área de atuação do cirurgião-dentista, como em casos de bruxismo, hipertrofia do masseter, disfunções têmporo-mandibulares, sialorréia, assimetria de sorriso, exposição gengival acentuada e, mais recentemente tem sido descrita a utilização profilática para a redução da força muscular dos músculos masseter e temporal em alguns casos de implantodontia de carga imediata.

Até a Peppa vai no dentista!

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Quem tem filhos, sobrinhos, ou está sempre rodeado de crianças com certeza conhece a Peppa Pig!

A animação ‘Peppa Pig’ mostra o dia-a-dia da porquinha e sua família, formada pelo irmão caçula,  pai, mãe e avós. Como qualquer garotinha de seus 4/5 anos, Peppa vai à escola, recebe amiguinhos em casa e visita os avós nos fins de semana. O desenho é bem singelo, sem grandes efeitos, de traços simples, e retrata o cotidiano de uma família de porquinhos, sob a ótica dos filhos, Peppa e George.

E neste episódio abaixo, a Peppa visita o dentista. Para os baixinhos, não deixa de ser um incentivo mostrar que até a Peppa vai ao dentista e que tudo pode ser bem divertido!

Uma nova Perspectiva para as mães

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Esse post vai para as queridas mamães que compartilham comigo os lindos sorrisos dos seus pequenos!!

Será que as mães se enxergam da mesma forma como os filhos as veem? Para descobrir isso, os produtores desse vídeo convidaram várias mães e pediram para que elas contassem o que achavam sobre elas mesmas no papel de mãe. E depois convidaram as mães para assistir o depoimento de seus filhos sobre elas.

Sempre incentivo as mamães com a questão da higiene oral, compartilhamos risadas e as vezes confesso que também puxo orelha!! Mas a tarefa de ser mãe não é fácil e por muitas vezes vejo as mães se sentindo um pouco inseguras nesta jornada.  Lá no consultório é assim:

_ Me sinto mal em fazer meu filho chorar toda vez que vai escovar os dentes!

Já outra mamãe :

_Sinto-me culpada por não ter escovado o dentes do meu filho, mesmo com ele chorando, porque aí ele não estaria com cárie.

Enfim, criança não vem com manual de instruções. O amor materno é tão grande, que tenho certeza que tudo que as mamães fazem aos seu filhos, é sempre com a intenção de acertar, dando o melhor de si! E se em algum momento tem que falar com mais firmeza e colocar regras, se sintam confiantes. Pois se os limites forem colocados com amor ,seu filho vai te amar ainda mais!

Quando devemos apresentar o copinho aos pequenos?

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A resposta é o quanto antes, mesmo que não pareça muito prático.

Aos 6 meses de vida, a amamentação materna, até então exclusiva, deixará de ser. E nesta fase o bebê que só conhece o peito da mãe, será apresentado a mamadeira, copo, colher, novas texturas e sabores, enfim muitas novidades.

E quais as melhores escolhas?

O mais aconselhado é que o bebê passe direto do peito para o copo (sem canudo/ com canudo/ aberto/ com bico de transição). Evite apresentar a mamadeira logo (vamos deixa-la como uma carta debaixo da manga). E o ideal é que esta cartada não seja usada.

Porquê?

Como já explicado no artigo sobre sucção ,quanto menos métodos de sucção artificial apresentarmos a criança, menos alterações serão causadas na arcada e mais estímulos estaremos oferecendo.

Então não subestimem a capacidade do seu bebê em tomar no copo ,ele consegue! Tem que ter paciência.

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O canudo e o bico de treinamento podem ajudar nesta transição.

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O canudo é um bom exercício para trabalhar a musculatura perioral ( escolha os canudos mais largos inicialmente)

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O bico de treinamento, facilita para não derramar o liquido na criança e ao mesmo tempo ela não tem que sugar (que é o malefício da mamadeira) quando vira o copo o liquido já sai.

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Este abaixo não tem bico. Mas não é totalmente aberto, a criança vai aprendendo o quanto virar para o liquido sair aos poucos, é bem funcional. Enfim, existem vários tipos de copo.

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Algumas mães vão perguntar: E agora, meu filho já tem 2 anos, não sabia que poderia introduzir direto o copinho.

Calma!

Pensando em um desenvolvimento harmônico da arcada das crianças preconizamos a amamentaçao materna como sucção positivamente estimulatoria. E acabamos classificando os metodos atificiais de sucção como deleterious (chupeta/ mamadeira/ dedo).

Mas não sou uma especialista tão radical assim, existem crianças que realmente tem necessidade emocional de sugar. E as respeito.

Pois até os 3 anos ainda pode existir hábito de sucção na vida da criança, Na maioria dos casos as alterações  provocadas voltam ao normal, assim que o habito é removido.

O que deve-se evitar é que a criança permaneça com o habito depois dos 3 anos.  Então mamãe se isto está acontecendo na sua casa, vamos começar a trabalhar a remoção deste habito. A mamadeira muitas vezes vira um objeto de afeto, então sugiro que primeiramente troque o bico da mamadeira (continue mantendo o mesmo recipiente, troque só o bico para um bico de transicão que tem a mesma textura e cor do bico da mamadeira do seu filho) e aí a medida que ele vai se acostumando muda para o copo fechado, e depois para o copo aberto.

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Alguns bebês se adaptam mais rápido que outros e isso não é problema algum. O ideal é sempre tentar introduzir num clima de alegria para o bebê se interessar. Cada um tem seu ritmo e isso deve ser respeitado. Existem pais que preferem ensinar seus filhos pequenos a usarem direto um copo normal e dispensam totalmente os copinhos de treinamento. Tem bebês que não aceitam estes copos de transição e vão direto para o copo comum. Também não há nenhum problema nisso.